Os Brotheres

INFORMAÇÕES SOBRE OS PRINCIPAIS ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO BROTHER SAM:


Lyndon Baines Johnson

 

Lyndon Johnson, ex-presidente estadunidense.

Nascido em 27 de agosto de 1908, Lyndon B. Johnson foi um dos grandes lideres do Partido Democratas dos Estados Unidos. Assumiu a presidência norte-americana em 1963 com a morte de John Kennedy e em 1964 consagrou-se como o 36º presidente daquele país. Criou o  programa Grande Sociedade em que estabelecia, entre tantas metas, ajuda à educação e luta contra a pobreza. Em seu governo, também, tropas norte-americanas foram enviadas ao Vietnã.

Durante o golpe militar no Brasil, mantia-se informado sobre a situação no Brasil. O principal interesse nesse país era em relação a Guerra Fria  e a “ameaça comunista” que o presidente João Goulart representava. Através dos documentos de seu governo que o envolvimento dos Estados Unidos com o golpe militar no Brasil pode ser esclarecido.

Morreu em 1973.

Lincoln Gordon

Lincoln Gordon, ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

Nascido em 10 de setembro de 1913, foi embaixador norte-americano no Brasil no período de 1961 a 1966. Esteve no centro da chamada Operação Brother Sam, solicitando aos Estados Unidos apoio logístico e militar para o levante anti-Goulart. Porém insistia publicamente que não teve participação alguma no golpe:

 
O movimento que derrubou o Presidente Goulart era 100 por cento – e não 99,44 – mas 100% um movimento puramente brasileiro… Nem a Embaixada Norte-Americana, nem eu, pessoalmente, tivemos qualquer participação no processo.(Ex-Embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, audiência do Senado dos EUA, 7 fevereiro de 1966)
 

Apesar do apoio ao golpe militar, o embaixador se mostrou apreensivo com os Atos Institucionais. Segundo Marcos Sá Côrrea “Sua reação ao AI-2  soava, em 1965, a decepção autêntica”. Gordon, então, assumiu o cargo de secretário de Estado assistente para assuntos interamericanos.

A participação foi negada até 1975, ano em que a Operação foi exposta através de documentos. Em entrevista a Revista Veja em 1997, Lincoln Gordon admite seu envolvimento:

“Veja: Beschloss diz ora que o golpe foi “apoiado pela CIA”, ora que foi “liderado pela CIA”. Qual expressão define melhor o papel do serviço de informações dos Estados Unidos no Brasil?

Gordon: Nem uma nem outra. A famosa operação Brother Sam, que se atribui à CIA, foi na verdade uma operação da Marinha de Guerra orquestrada por mim. A idéia era ter nas redondezas navios de guerra que pudessem, primeiramente, ajudar os cidadãos americanos a fugir do Brasil em caso de guerra civil. Mesmo assim, no dia do golpe os navios estavam a pelo menos dez dias de viagem das costas brasileiras. Não poderiam ter feito nada em favor do golpe. Não traziam unidades de ataque capazes de desembarcar ou estabelecer cabeças-de-ponte no território brasileiro. Era só pessoal de apoio tático.”

 

Lançou dois livros, sendo um intitulado “A Segunda Chance do Brasil – A Caminho do Primeiro Mundo” . Aos 96 anos, Gordon faleceu no dia 19 de dezembro de 2009.

 

George Brown

George Brown, comandante-geral da Operação Brother Sam.

General de Divisão responsável pelo Comando-Geral da Operação Brother Sam. Administraria um porta-aviões, seis destróieres, um navio para transporte de helicópteros e quatro petroleiros, seis aviões de carga, oito aviões de abastecimento, um avião de comunicação, oito caças e um posto de comando aerotransportado. Estavam previstos também o embarque de munições.

Phillys Mark – Norte-americana que em 1975 dedicou-se a estudar as relações entre Brasil e Estados Unidos no ano de 1964. Devido a essa estudante da Universidade do Texas, diversos escritórios do governo norte-americano liberaram documentos relativos a esse período. A sua tese é chamada de “Distantes, mas semelhantes”.

Castello Branco

Catello Branco, primeiro presidente após o Golpe Militar de 64.

Primeiro presidente da Ditadura Militar. O seu governo foi marcado pela criação de um aparato legal que procurou legitimar o progressivo endurecimento do regime. As sucessivas manifestações de oposição ao governo resultaram em intervenção em sindicatos, extinção de entidades de representação estudantis, invasão de universidades, detenções e prisões indiscriminadas. Para muitos, a saída foi o exílio. Uma das primeiras medidas do governo foi o rompimento de relações diplomáticas com Cuba, assinalando a mudança de orientação da política externa brasileira, que passaria a buscar apoio econômico, político e militar nos Estados Unidos.

Durante seu mandato, Castelo Branco aboliu todos os 13 partidos politícos existentes no Brasil, através do Ato Institucional número 2 (AI-2). Foram criados a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que se tornaram os únicos partidos políticos brasileiros até 1979. Durante seu governo, Castelo Branco promoveu várias reformas políticas, econômicas e tributárias.

Castelo Branco e seus copartidários tinham como plano fazer a Revolução de 1964, como foi chamado o golpe militar, para afastar o Brasil do “perigo nazi-comunista”, para, logo em em seguida, restabelecer e consolidar a democracia.

Castelo Branco morreu, logo após deixar o poder, em um acidente aéreo, mal explicado nos inquéritos militares, ocorrido em 18 de julho de 1967. Um caça T-33 da FAB atingiu a cauda do Piper Aztec PA 23, no qual Castelo Branco viajava, fazendo com que o PA-23 caísse deixando apenas um sobrevivente.

João Goulart (Jango)

Jango, presidente deposto pelo Golpe Militar de 64.

Após ter sido derrotado na eleição para o Senado em 1954, participou do governo de Juscelino Kubitscheck como vice-presidente e, por meio de ação constitiucional, passou a ocupar a presidência do Senado entre 1956 e 1961.

Reeleito vice-presidente com Jânio Quadros, Jango, como ficou popularmente conhecido, tomou posse em 7 de setembro de 1961 após a renúncia do então presidente em agosto do mesmo ano. Sua posse aconteceu após a aprovação pelo Congresso da emenda institucional que instaurou uma república parlamentarista na qual o chefe do poder executivo é o primeiro ministro e não o presidente.

Em 6 de janeiro de 1963, porém, Jango conseguiu o apoio do Congresso Nacional e da classe operária para a aprovação de um plebiscito que instituía a volta do presidencialismo. Com o fim do parlamentarismo, Goulart assumiu a chefia do Executivo num momento marcado por crises políticas e econômicas entre a esquerda e a direita radicais que colocavam em risco o regime democrático.

A crise política se agravou com a luta constante entre o governo e as oposições civis e militares, que acusavam João Goulart de comunista devido a sua aproximação populista com os operários, os sindicatos e outras entidades que representavam as classes trabalhadoras. A inflação e a dívida externa atingiram números recordes até aquele momento da história do Brasil.

Em 19 de março, em São Paulo, foi organizada a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, cujo objetivo era mobilizar a opinião pública contra o governo de Jango e a política que, segundo eles, culminaria com a implantação de um regime totalitário comunista no Brasil.

No dia 1º de abril de 1964, Jango retornou a Brasília e, de lá, para o Rio Grande do Sul. Brizola sugeriu um novo movimento de resistência, mas Goulart não acatou para evitar “derramamento de sangue” (uma guerra civil). Jango exilou-se no Uruguai e mais tarde na Argentina, onde veio a falecer em 1976. No dia 2 de abril, o Congresso Nacional declarou a vacância de João Goulart no cargo de presidente, entregando o cargo de chefe da nação novamente ao presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli.

No dia 10 de abril, João Goulart teve seus direitos políticos cassados por 10 anos, após a publicação do Ato Institucional Número Um (AI-1).

Ele morreu, oficialmente, vítima de um ataque cardíaco, no município argentino de Mercedes, Corrientes em 6 de dezembro de 1976.

Existem, contudo, suspeitas por parte de familiares, colegas de política e outras personalidades[2] de que João Goulart tenha sido assassinado por agentes da Operação Condor. Não foi realizada autópsia alguma em seu corpo antes de seu sepultamento. Supõe-se que tenha sido envenenado.

Marcos Sá Correa

 

Marcos Sá Correa, jornalista brasileiro.

Formado em história, entrou no Jornal do Brasil como fotógrafo, tornando-se mais tarde um dos integrantes da equipe original da Revista Veja, onde trabalhou boa parte de sua vida. Na época da Ditadura Militar, dedicou-se à cobertura política. Por isso quando o assunto da intervenção norte-americana no golpe de 64 ressurgiu, por volta de 75, ele foi o enviado do Jornal do Brasil para pesquisar novos documentos que supostamente provariam o apoio dos EUA aos Militares. A sua reportagem foi publicada em uma série de matérias no ano de 76. Hoje Marcos Sá Correa é repórter da Revista Piauí.

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